Olorun !!!!

Olorun !!!!
ORAÇÃO À OLORUM "Olorum, meu Deus, criador de tudo e de todos. Poderoso é o vosso nome e grandiosa e vossa misericórdia. Em nome de Oxalá, recorro a vós nesse momento, para pedir-lhe a benção durante meu caminhar rumo a vossa Vontade. Que Vossa Divina Luz incida sobre tudo que criaste. Com Vossas mãos retirem todo mal, todos os problemas e todos os perigos que estejam em meu caminhar. Que as forças negativas que me abatem e que me entristecem, se desfaçam ao sopro de Vossas bênçãos. Que o Vosso poder destrua todas as barreiras que impedem meu progresso rumo a Tua verdade. E que Vossas virtudes penetrem e meu espírito dando-me paz, saúde e prosperidade. Abra Senhor os meus caminhos, que meus passos sejam dirigidos por Vós para que não tropece em minha caminhada. Assim seja! Salve Olorum!” "Olorum”, ou “Olodumaré”, ou Zambi, é o criador do Universo, é o próprio princípio criador em eterno movimento, fonte de tudo o que somos e de tudo o que nossos sentidos possam perceber. Se quisermos encontrar Olorum, temos que procurá-lo primeiramente em nós mesmos, Ele é o princípio que rege tudo e todos, é infinito em suas perfeições, é eterno, imutável, imaterial e único. É todo poderoso porque é único, e é sobre tudo, soberanamente justo e bom. Para acreditar em Deus, Olorum, basta o homem lançar os olhos sobre as obras de sua criação. Duvidar de sua existência seria negar que todo efeito tivesse uma causa, e admitir que o nada possa fazer alguma coisa. Deus, Olorum, não é uma força ordenada pelo homem, muito pelo contrário, por mais sábio que seja o homem, uma religião, ou a própria humanidade, jamais conseguirá penetrar em seus mistérios. Esse “saber”, seus mistérios ou qualquer que seja o nome que lhes dê: Jeová, Alá, Brahama, Zambi, pouco significa perante o criador, são apenas formas diferentes para expressar a mesma coisa. Quando adquirimos conhecimentos a respeito dos muitos meios que Olorum se utiliza para comunicar-se conosco, vamos em busca de Sabedoria, esta que nos revela seus mistérios ocultos e sagrados, e quando nos tornamos sábios, procuramos nos guiar pela Razão ou pelo Raciocínio, este que nos ensina a usar o que a Sabedoria nos revelou: seus mistérios divinos, sua força ativa e sua razão de ser. A escolha racional nos leva ao equilíbrio da alma, este equilíbrio nos diz o que é certo e o que é errado na vida, e é isso que faz com que aqueles que já adquiriram o seu equilíbrio e se tornaram conhecedores da Lei, se sacrifiquem em beneficio de seu semelhante, sem nada esperar em troca, e quando alguém se torna um “equilibrador” de seus semelhantes, baseado sempre na Caridade pura, que é a Lei maior ensinada pelo Mestre Jesus ou “Oxalá” , como nós o chamamos, é porque descobriu o verdadeiro sentido da vida, adquirindo uma fé indestrutível no criador, Olorum. Essa Fé nos faz perceber a grandeza da força de Olorum, nos faz também transbordar em Amor, e quando amamos a nós mesmos como obras de Olorum, conseguimos amar e respeitar a vida de nossos semelhantes e a natureza como a nossa própria vida, percebendo assim nas coisas mais simples a essência do criador, vendo que uma simples pedra não é menos importante que uma montanha, pois tudo é obra de Deus, Olorum. Poderíamos falar Muito mais a respeito de Olorum, mas ainda não estamos preparados para conhecermos todos os seus mistérios, por isso é que devemos buscar cada vez mais nos esclarecer e nos elevar moralmente para que no seu devido tempo, possamos ter o merecimento de obter todas as respostas a respeito de Olorum, Deus, o criador de tudo e de todos.

sábado, 24 de outubro de 2009

AOS QUE ACREDITAM NA IRREVERÊNCIA DA VIDA!

Aos que acreditam na irreverência da vida.Os leigos na religião dos orixás, imersos no simbolismo do mal construído pelas igrejas e pelos detentores do poder durante a escravidão, aprenderam a conferir a Exu o princípio demoníaco da feitiçaria, da bruxaria e da maldade. No entanto, se lermos as poesias e as narrativas sobre Exu vamos mergulhar na profunda espiritualidade deste orixá, a qual é vital para nossas travessias e desafios. Longe de ser o diabo, Exu é o princípio dinâmico de comunicação e individuação, o princípio da existência cósmica e humana. Ele é o princípio que representa e transporta o axé (força vital), que assegura a existência dinâmica, permitindo o acontecer e o devir. Ele traduz aos homens as palavras dos orixás e simboliza a descendência, a intercomunicação, a participação. É ainda o símbolo da sexualidade e da fertilidade. Ele está ligado ao destino dos homens e mulheres e de tudo o que é vivo e tem vida. Na teologia tomista existe o conceito de “eidade”: tudo tem a sua razão ôntica, de ser. Todas as coisas têm, em potência, tudo aquilo que necessitam para serem o que realmente são. Este é o princípio de Exu: possibilitar que as coisas venham a tornar plena a sua vida interior: a sua “arvoreidade”, a sua “pedraeidade”, a sua “aguaeidade”, a sua “fogoeidade”, o seu “amoreidade”, etc...Exu responde, no mais fundo de nós mesmos, pelo movimento da vida, introduzindo o acaso e a sorte no destino dos homens e mulheres; rompendo os modelos conformistas do universo, as psicologias do “ajustamento”; e nos levando aos desafios do novo e da desordem e da possibilidade permanente de mudanças. Ele nos questiona permanentemente, aos nos revelar que o mundo é produzido e que pode ser produzido de maneira diferente. Indaga-nos pelas nossas utopias e esperanças e nos mostra a fragilidade das nossas tentativas de criar sistemas e estruturas definitivas onde a vida fica limitada e sem horizontes.Exu nos mostra que somos inefáveis como Deus, e como inefáveis somos a encarnação do desafio e da irreverência (ele troca o sol pela lua, etc); ele permite aos homens e mulheres a possibilidade de autodeterminação, de exercer o pensamento divergente, de confrontar as interdições sociais que limitam o gozo da liberdade. Como princípio dinâmico é o-não-ainda-possível. Exu é o pai da luta: duelo e desafio. A vida é luta, e a solidariedade para a vida é luta e se faz na luta. O que mais une os homens e mulheres, uns com os outros, são duas discórdias, quando as diferenças são respeitadas e confrontadas. O que mais une cada um de nós conosco mesmos, o que faz a unidade íntima de nossa vida são nossas discórdias íntimas, as contradições interiores de nossas discórdias. Só se esta em paz consigo mesmo para morrer.O modo de viver e de lutar e de lutar pela vida e viver da luta é duvidar. E o que é dúvida? Dubitare contém a mesma raiz, a do numeral duo, dois, que duellum, luta. A dúvida, mais que a pascaliana, a dúvida agônica ou polêmica, que não a cartesiana ou dúvida metódica, a dúvida de vida – vida é luta – e não de caminho – método é caminho – supõe a dualidade do combate.Exu é o entusiasmo permanente de vida e luta. É entusiasmo no seu verdadeiro significado é o mesmo que endeusamento. O entusiasta é um endeusado, o que plenifica de Deus. Por isso Exu é a quem se devota afeição e amizade, a quem se confia os segredos mais íntimos e as promessas e pedidos a serem atendidos. Ele é a encarnação do entusiasmo e do endeusamento. Tudo o que existe tem o seu Exu, porque tudo tem vida e participa intimamente desta força vital de Deus. Se Exu, no culto de Ifá, “fala” pelos odus – palavras dos orixás – traduzindo-as para os homens e mulheres, no domínio de Ossaim é quem abre as portas para que cada orixá – que tem as suas próprias folhas – possa fixar-se na cabeça – ori - dos seus filhos e filhas. No reino dos Egum é quem permite a passagem deles para o corpo das crianças que vão nascer... Não há morte nesta teologia, mas uma transformação permanente de vida em busca da plenitude e da ancestralidade. Nenhum transe místico se realizaria no candomblé se não fosse primeiramente celebrado o seu padê, se não lhe tivessem pedido que levasse aos orixás o desejo dos homens e mulheres, convidando-os para virem dançar nas festas. Nesta dimensão, o tempo de Exu é o tempo oportuno – Kairós -, o aqui-e-agora: Os orixás dançam e celebram com seus filhos e filhas naquele exato momento, e a troca da força vital é realizada na relação comunitária, religiosa, na qual cada gesto, dança, canto e comida são prenhes de significado e de vida. A representação simbólica de Exu com chifres talvez possa ter influenciado, pelo ideário caricato das igrejas, a sua identificação com o diabo. Esta representação, no entanto, é anterior à construção do Antigo Testamento, cujo livros foram escritos após o Exílio e que, com certeza, tiveram toda a influência dos símbolos e arquétipos africanos.O chifre tem o sentido primitivo de elevação e seu simbolismo é o poder: “Farei germinar um chifre, um corno para David” (Sl 132.17). Ele simboliza a força de Deus e evoca o prestígio da força vital (axé), da vida inesgotável e das grandes divindades da fecundidade: “Me resguardo Nele, meu escudo e meu corno de salvação” (Sl 18.4).O cosmos, segundo a teologia iorubana, está dividido em quatro compartimentos e é a criação de um único Deus: Olorum. É preciso que a divisão não suprima a unidade e que os quatro compartimentos se liguem entre si. É Exu quem abre as portas e traça os caminhos e cuja missão é criar aberturas entre os quatro reinos, furar as paredes que os separam uns dos outros, fazendo-os entrarem em comunicação por seu intermédio e assegurando, assim, a união cósmica.Os quatro cornos dos altares dos holocaustos situados no Templo designam as quatro direções do espaço: a extensão ilimitada do poder de Deus. Carl Yung aponta a ambivalência no simbolismo dos cornos. Eles representam um princípio ativo e masculino, por sua forma e por sua força de penetração, e um princípio passivo e feminino por sua forma de lira e de receptáculo. O ser humano, reunindo ambos os princípios na formação de sua personalidade e assumindo-se integralmente, chega à maturidade, ao equilíbrio e a harmonia interior.Èsù fi ire bò wá o. Exu faça a nossa vida plena das coisas boas.No hebreu, Ruah – traduzido para o grego Pneuma – significa sopro, hálito, ar, vento e alma. Nas 378 vezes que o termo é empregado no Antigo Testamento, ele é distribuído em três grupos de igual importância: É o vento, o sopro de ar; É a força viva com o homem, princípio de vida (hálito), sede de conhecimento e dos sentimentos; É a força de vida de Deus, pela qual age e faz agir tanto no plano físico quanto no espiritual. No grego profano e no uso filosófico, pneuma exprime a substância viva e geradora nos animais, nas plantas e em todas as coisas. Na Bíblia o ruah-sopro não é desencarnado, pelo contrário, é a animação do corpo. Se o mundo cultural grego pensa em categorias de substância, o mundo judaico pensa em força, energia e princípios de ação. O espírito-sopro é o que age, faz agir, e em se tratando do Sopro de Deus anima e faz agir para realizar o desígnio de Deus. É sempre uma energia de vida. A espiritualidade não consiste, então, em se tornar imaterial, mas ser animado pelo Espírito Santo e, por que não dizer, o axé de Exu?Este ruah-pneuma é o vento: “sopra onde quer e como quer, ninguém sabe de onde vem nem para onde vai” (Jo 3.8); é o hálito de Deus que comunica a vida: “ o céu foi feito com a palavra de Javé e seu exército com o sopro de sua boca” (Sl 33.6); o hálito do homem e da mulher, princípio e sinal de vida: “morreu tudo o que tinha um sopro de vida nas narinas” (Gn 6.22); e a animação que realiza uma obra: “eu o enchi com o espírito de Deus em sabedoria, habilidade e perícia para toda espécie de trabalho” (Ex 31.3).O Sopro recebe diversas qualificações, segundo os efeitos dos quais é o princípio: espírito de inteligência (Ex 28.3); de sabedoria (Dt 31.3); de ciúmes (Nm 5.14); de ódio (Jz 9.23); de prostituição (Os 4.12); de impureza (Za 13.2); de justiça (Is 28.6) e de súplica (Za 12.10). O Antigo Testamento hesita em associar os espíritos perversos a um outro que não seja Deus: “Suscitou Deus um espírito de aversão” (Jz 9.23); “O espírito maligno da parte do Senhor tornou sobre Saul” (1 Sam 19.9); “Eis que o Senhor pôs o espírito mentiroso na boca de todos estes teus profetas e o Senhor falou o que é meu contra ti” (1 Rs 22.23).Quando o mau espírito da parte de Javé se apossou de Saul, ele procurou transpassar David, que tocava sua lira, com a sua lança. David desviou e a lança de Saul ficou cravada no muro. David fugiu ajudado por Micol, sua mulher, e Saul, não contente, mandou mensageiros para prender David. Mas o espírito de Deus, paradoxalmente, veio sobre os emissários e eles foram tomados de delírio. Em seguida, mais dois grupos de emissários, enviados por Saul para matar David, foram também possuídos pelo Espírito de Deus, e entrando em delírio, não puderam matá-lo. Finalmente, o próprio Saul foi para matar David: “Mas o Espírito de Deus também se apossou dele e ele caminhou delirando até chegar às celas em Ramá onde estavam David e Samuel. Também ele se despojou de suas vestes, também ele delirou diante de Samuel e depois caiu no chão, nu, e ficou assim todo aquele dia e toda a noite. Daí o provérbio: está também Saul entre os profetas?” (1 Sam 19.9ss). E assim o Espírito Santo de Deus – numa irreverência aprendida de Exu – expôs o rei ao ridículo...Saul é o último dos juízes e o primeiro dos reis. A partir da instituição da realeza, o empreendimento mediador do sopro-espírito cessa. Quando Samuel unge o último dos filhos de Jésse, “o espírito do Senhor funde-se com David a partir deste dia” (1 sam 16.13). Com David, alguma coisa acontece de definitivo e nós podemos seguir a continuidade pela profecia de Natan (2 Sam 7); a de Isaías (ls 11.1-2); e a de Lucas (Lc 3.31).O mais importante nisso tudo é que o Cristo revelado em Jesus da cidade de Nazaré é da linhagem de David, não porque nele também havia esta fusão do Espírito-Sopro. O Emanuel – Deus Conosco – é este sopro de vida, este axé onde funde-se o princípio vital de individuação e comunicação – Exu -, mediador entre Deus e os homens e mulheres, princípio de vida, de liberdade, de amor, de generosidade, oferenda, ebó, bênção, justiça, santidade, equilíbrio cósmico e todos etcéteras que couberem, cabem e caberão nesta nossa travessia da vida. O Cristo é avesso, como Exu, aos dogmas, preconceitos e autoritarismos que revestem as instituições. Ele parte e envia o seu espírito de liberdade na festa do fogo, de Pentecostes, que como princípio dinâmico continua a animar a vida dos homens e mulheres na liberdade, na ternura e na luta.Em tempo, Exu é uma divindade do fogo. Ele trouxe o Sol e sua festa é no solstício de verão.O que gostaria de apontar é que a espiritualidade, ou melhor, a vida segundo o Espírito, segue toda a trajetória desta simbólica inaugurada pela teologia iorubana, com certeza mais antiga que a hebraica e que, sem dúvida, determinou toda a linguagem veterotestamentária. O mais importante é que Exu, como o Espírito Santo, não se deixa aprisionar pelos espíritos mesquinhos dos homens e das mulheres, pelas suas miopias e sua arrogância, mas está vivo e atuante em todos os que buscam o equilíbrio cósmico, da natureza com o humano com o divino e com todas as plurais combinações possíveis nesta nossa “travessia perigosa, mas que é a da vida”.Em síntese, tanto Exu como Emanuel estão no movimento do Espírito, de geração em geração, por todos os séculos, longe dos aprisionamentos institucionais das igrejas e seitas, revelando-se e manifestando-se nas formas diversas plurais que conseguem, sempre festejando a força da vida, no meio dos seus amados e amadas, na festa anunciada e vivida, na mesa farta, repartida em mancheias para todos os que chegam, não importando a sua fé, sua cor e seus caminhos. Esta escrito que “Àse Èsù yóò bá o gbé làyè” (“O axé de Exu vai acompanhar você por toda a vida”) e que “a loucura de Deus é mais sábia que os homens” (1 Cor 1.25). Associação Afro-Brasileira de Estudos Teológicos
Da cultura negra

domingo, 18 de outubro de 2009

EXÚ QUEM ÉS?


Quem és, oh Elegbara!? Que com teu falo em riste deixava estupefatos os zelosos sacerdotes do clero católico.
Só pode ser o demônio infiltrado nestas tribos primitivas que habitam o solo árido da África, gritavam os inquisidores preocupados.
Negros sem alma, que só pensam em se reproduzir, em ofertar para a fertilidade da lavoura, levem-nos para o Brasil e vendam-nos como escravos que lá aprenderão as verdades dos céus.
Cá chegando, quem és, Exu, “orixá” amaldiçoado pela dualidade judaico-católica, que não pôde ser sincretizado com os “santos” santificados pelos papas infalíveis…
Quem és, Exu, que os homens da Terra determinam que não é santo e por isto é venerado escondido no escuro das senzalas e seus assentamentos ficam enterrados em locais secretos?
Quem és, Exu, que o vento da liberdade que aboliu a escravidão “enxotou” para as periferias da capital de antanho?
Quem és, Exu, que o inconsciente do imaginário popular vestiu com capa vermelha, tridente, pé de bode, sorridente entre labaredas, que por alguns vinténs, farofa, galo preto, charuto e cachaça, atende os pedidos dos fidalgos da zona central que vêm até o morro em busca dos milagres que os santos não conseguem realizar?
Quem és, Exu, que continua sendo “despachado” para não incomodar o culto aos “orixás”?
Exu, é entidade? Então não entra dizem os ortodoxos que preconizam a pureza das nações. Aqui não tem lugar para egum…espírito de morto…
Exu, fique na tronqueira. Médiuns umbandistas pensem nos caboclos e pretos velhos, não recebam estes Exus, admoestam certos iniciados chefes de terreiro. Eles são perigosos para os iniciantes.
Sim, estes iniciantes e iniciados que pelo desdobramento natural do espírito durante o sono físico vão direto para os braços do seu quiumba – obsessor- de fé, e saem de mãos dadas para os antros de sexo, drogas, jogatinas e outras coisitas prazeirosas do umbral mais inferior. Noutro dia, sonolentos e cansados do festim sensório, imputam a ressaca ao temível Exu.
Oh! Quantas ilusões!!!!!! Afinal, que és tu, Exu? Por que sois tão controverso? Eu mesmo vos respondo… Iah, ah, ah, ah…. Não sou a luz… Pois a luz cristalina, refulgente, só a de Zambi, Olurum, Incriado, Deus, seja lá que nome vocês dão… Não sou a luz…Logo sou espírito em evolução.
Esta não é uma peculiaridade nossa,só dos Exus, mas de todos os espíritos no infinito cosmo espiritual. Afirmo que não existe espírito evoluído, como se fosse um produto acabado. Todos os espíritos, independente da forma, estão em eterna evolução, partindo do pressuposto que só existe um ser plenamente perfeito, um modelo de absoluta perfeição, o próprio Absoluto, Deus.
Assim, perante os “olhos” de Olorum, sou igual aos pretos velhos, caboclos, baianos, boiadeiros, ciganos, orientais… As distinções preconceituosas ficam por conta de vocês.
Não sou a luz, mas tenho minha própria luminosidade, qual labareda de uma chama maior, assim como todos vós. Basta tirar as nódoas escuras do candeeiro que vos nublam o discernimento que podereis enxerga-la, lá dentro de vós, o que chameis de espírito.
Há algo que me distingue dos demais espíritos. É o fato de eu não estar na luz. Meu habitat é a escuridão. Os locais trevosos onde há sofrimento, escravidão, dominação coletiva, magismo negativo, castelos de poder alimentados pelo mediunismo na Terra que busca a satisfação imediata dos homens, doa a quem doer.
O que eu faço lá? Eu, um Exu, entre tantos outros, levo a luz às trevas, qual cavaleiro com estandarte em punho. Dentro da lei universal de equilíbrio, eu abro e fecho, subo e desço, atuo na horizontal e na vertical, no leste o no oeste, atrás e na frente, encima e embaixo, impondo sempre o equilíbrio às criaturas humanizadas neste planeta, encarnados e desencarnados aos milhões.
O Cosmo é movimento, nada está parado, nada é estático. Eu sou movimento. Não sou as ondas do mar, mas eu as faço movimentar- se…Não sou as estrelas na abóbada celeste, mas meu movimento faz a sua luz chegar até as retinas…Não sou o ar que perpassa as folhas, mas as suas moléculas e partículas atômicas são mantidas em coesão e movimentadas pela minha força….
Iah, ah, ah…
Este equilíbrio não se prende as vontades humanas e aos vossos julgamentos de pecado, certo ou errado, moral ou imoral. Eu atuo no contínuo temporal do espírito e naquilo que é necessário para a evolução. Se tiverdes programado nesta encarnação serdes ricos, o será com axé de Exu. Se for o contrário, se em vida passada abusou da riqueza, explorou mão de obra, matou mineiros e estivadores de canaviais, e é para o equilíbrio de vosso espírito serdes mendigo, nascerás em favela sentindo nas entranhas o efeito de retorno, com axé de vosso Exu que vos ama, assim como um elástico que é puxado esticando e depois volta à posição de repouso inicial, estarei atuando para que seja cumprida a Lei de Harmonia Universal, mesmo que “julgueis” isto uma crueldade.
Eu, Exu, vos compreendo. Vós ainda não me compreendeis. Eu sou livre, livre e feliz. Vós sois preso, preso e infeliz no ciclo das reencarnações sucessivas. Eu dou risada. Iah, ah, ah, ah !!!!
Sabe por quê? Porque eu sei que no dia que o Sol não mais existir, vosso planeta for mais um amontoado de rocha inerte vagando no cosmo, estaremos vivos, vivos, muito vivos, evoluindo, evoluindo, sempre evoluindo. Assim como vim para a Terra como caravaneiro da Divina Luz há milhares de anos atrás, assim iremos todos para outro orbe quando este planeta “morrer”.
Quando este dia chegar, vós estareis um pouco menos iludidos com as pueris verdades emanadas dos homens e seus frágeis julgamentos religiosos.
Eu, Exu, vou trabalhar arduamente para quando este dia chegar, vós estejais menos iludidos e quem sabe livre da prisão do escafandro de carne, assim como eu sou livre, livre, livre e feliz. Iah, ah, ah, ah, ah.
* * * Obs: O Exu que ditou esta mensagem é mais um dentre tantos que se denominam PINGA FOGO e labutam em prol da Divina Luz, nossa amada Umbanda.

EXÚ O MENSAGEIRO!

Exú
Conhecido como Elegbára (ele=dono, senhor ; agbara=poder), contém muitas definições e funções:Exú Elegbára = senhor do poderExú Yangi = pedra vermelha de laterita, primeira protoforma existente - água + terra -Exú Àgbá = pai-ancestre (representação coletiva de todos os exús individuais)Exú Obá - rei-de-todosExú Alakétu = título dado a exú pelos kétu da Bahia - rei do povo Kétu -Exú Elebo = senhor-das-oferendasExú Ojìse-ebo = encarregado-e-transportador de oferendasExú Elérú = senhor do erú (carrego)Exú Olòbe = proprietário e senhor da facaExú Enú-gbárijo = explicitador de mensagensExú Bara = o rei do corpo (obá + ara) (princípio de vida individual)Exú Odara = aquele que guia (mostra o caminho, vai na frente)Exú é o 1º nascido da existência e, como tal, o símbolo do elemento procriado. Mensageiro dos orixás , elemento de ligação entre as divindades e os homens, a um tempo mais próximo do mundo terreno e mais perto do elevadíssimo espaço celeste por onde transita Òrúnmìlà, é um orixá, é sempre a primeira divindade a receber as oferendas, justamente para que atue como um aliado e não como um rival que perturbe os procedimentos místicos desenvolvidos durante os rituais. Coerente com seu lugar mítico privilegiado, é ele que abre esse "corpus mitopoético" .Princípio dinâmico e princípio da existência individualizada, Exú não pode ser isolado ou classificado em nenhuma das categorias. Ele é como o axé (que ele representa e transporta), participa forçosamente de tudo. Segundo Ifá cada um tem seu próprio Exú e seu próprio Olorún em seu corpo. O nome de Exú é conhecido, invocado e cultuado junto ao orixá. E é Ifá quem revela e permite-nos sabê-lo.O Òkòtó representa o crescimento. Agbárá, poder que permite a cada um se mobilizar e desenvolver suas funções e seus destinos. Por isso recebe o título de Elegbára (Senhor do Poder). Quem delegou esse poder à Exú foi Olorún ao entregar-lhe o àdó-iràn, a cabaça que contém a força que se propaga. Esta cabaça está presente em seus "assentos", é uma cabaça de pescoço grande, e basta Exú apontá-la a algo para transmitir seu axé. Exú Elegbára é o companheiro de Ogun.Exú Yangi, pedra vermelha de laterita, pedaços de laterita cravados na terra, indicam o lugar de culto à Exú. Yangi é a representação mais importante de Exú e, é assim invocado:Exú Yangi Obá Babá ExúExú Yangi rei, pai de todos os ExúExú Yangi é o Exú ancestre, o Exú Agbá. Oxé-tuwá, representante direto de Exú, simboliza um de seus aspectos mais importantes, o de ser encarregado e transportador das oferendas, Òjise-ebo.Exú por ser resultado da interação de um par, é o portador mítico do sêmen e do útero ancestral e como princípio de vida individualizada ele sintetiza os dois, É por isso que frequentemente, e, é representado pela forma de um par, uma figura masculina e uma feminina, unidos por fileiras de búzios. Exú está profundamente ligado à atividade sexual. Representados por um falo (pênis), ou suas representações simbólicas como: os penteados de forma fálica, sua arma, o ogó - bastão em forma de pênis -, sua lança; já as cabacinhas representam seus testículos.Exú também está representado com objetos à sua boca; dedo, cachimbo e principalmente flauta, que vem representar a atividade sexual, como absorção e expulsão, ingestão e restituição, com a flauta Exú chama seus descendentes. Portanto símbolo por excelência da fecundidade. Exú jamais toma a forma de procriador.Exú é cultuado tanto como lésè-égún, como lésè-orixá, e apenas por seu intermédio é possível cultuar os orixás e as Iyá-mi (mãe ancestre). Não é apenas Òjisé-ebo, mas principalmente Òjisé, o mensageiro, fazendo a comunicação entre tudo que é oposto.Com efeito a relação entre Exú e Ifá, é indiscutível, e Exú está representado em um dos principais emblemas característicos do culto à Ifá, o òpón, onde Exú tem sua representação em forma de rosto, de triângulos e losangos.É no seu papel de princípio dinâmico, de princípio de vida individual e de Òjise ou elemento de comunicação, que Exú Bará está indissoluvelmente ligado à evolução e ao destino de cada indivíduo. Como tal ele também é senhor dos caminhos Exú Olònà, e ele pode abri-los ou fechá-los. Exú fica à esquerda dos caminhos. O elemento procriado, é a prova do poder das Iyá-mi, é o pássaro, o Elèye.Exú foi o primeiro a usar ekódide (pena de uma espécie de papagaio) na cabeça, e foi isto que o tornou decano de todos os orixás. Alguém que coloca ekódide na cabeça sem necessidade, provoca a cólera de Exú.Enganosamente ou mal intencionados, os primeiros missionários que chegaram à África, compararam-no ao diabo, por algumas de suas formas, artimanhas e poderes atribuídos. Ele tem as qualidades dos seus defeitos, pois é dinâmico e jovial, havendo mesmo pessoas na África que usam orgulhosamente nomes como Èxúbíyìí (concebido por exú), ou Èxùtósìn (Exú merece ser adorado).Como personagem histórica, Exú teria sido um dos companheiros de Odùduà, quando da sua chegada à Ifé, e chamava-se Exú Obasin. Tornou-se mais tarde, um dos assistentes de Orúnmilá, que preside a adivinhação pelo sistema de Ifá. Segundo Epega, Exú, tornou-se rei de Kêto sob o nome de Exú Alákétu.É Exú que supervisiona as atividades do rei em cada cidade: o de Oyó é chamado Exú Akesan.Como orixá, diz-se que veio ao mundo com um porrete, chamado, ogó, que teria a propriedade de transportá-lo, a centenas de quilômetros e de atrair, por um poder magnético, objetos situados a distâncias igualmente grandes.Qualidades1) Elegbára2) Alákétu3) Laalu4) Jelu5) Run danto6) Tiriri7) Lonan8) Jele bara9) Anan ou Inan10) Bará11) Jigidi12) Mavambo13) Embeberekete14) Sinza Muzila15) Sandú16) Baragbo17) Akesan18) Baralajki19) Betire20) Lamu Bata21) Okanlelogun

ORI!

Orí
Combinação de ODU de IFÁ - IRETE (14) e OFUN (16) "ATEFUN - apelido de Ifá sábio - Adivinhava o oráculo às 401 divindades, estavam indo ao estado de perfeição, o sábio de ORI "adivinhou" oráculo para ORI; ORI estava indo ao estado de perfeição (ÒDE-ÀPÉRÉ), mandou-lhe fazer sacrifício, SOMENTE ORI, O ÚNICO QUE FEZ, O SEU SACRIFÍCIO FOI ABENÇOADO, portanto ORI é maior que todas as divindades, ORI é mais forte que as divindades, somente ORI chegou no estado de perfeição. O iniciado sacrificou! ORI é forte, mais que os orixás." Para qualquer Yoruba, a palavra ORI tem uso amplo. ORI num primeiro momento quer dizer cabeça; e simboliza também - o ápice de todas as coisas; o mais alto desempenho, portanto contém o superlativo ou seja o Zénite. Por exemplo, a cabeça é a parte mais alta e mais importante do corpo humano, é a moradia do cérebro que controla o corpo inteiro. O líder ou chefe de qualquer organização é referido como "Olóri" (a cabeça), ORI é cabeça, cabeça é alta, alto é supremo e o ser supremo é ÔLÔDUMARÊ (Deus maior). No corpo humano ORI se subdivide em duas colocações:1) a cabeça física - é o crânio humano, onde está o cérebro que usamos para o pensamento e controle das outras partes do corpo; consciente ou inconsciente; os olhos para tudo ver; o nariz para respirar e cheirar; orelhas para ouvir; a boca para alimentar e falar; a língua para saborear; nossa essência masculina ou feminina está na cabeça, o rosto que dela faz parte nos distinguem uns dos outros, imprimindo uma identidade individual; sem a cabeça o homem e mulher seriam como qualquer "X".2) a cabeça espiritual está subdividida em mais duas partes a saber: Cabeça EspiritualAPARÍ-INÚ (Cabeça espiritual interna) - ORÍ-ÀPÉRÉ (santo pessoal, destino ou parte divina de cada um: escolhido no domínio de ÀJÀLÁ - divindade de ORÍ.ORÍ-ÀPÉRÉ é acumulação de destino individual; Isto é: ÀKÚNLÈYÀN, ÀKÚNLÈGBÁ e ÀYÀNMÓ. AKUNLEYAN é a parte do destino que cada um escolhe por vontade (livre arbítrio) própria AKUNLEGBA é a parte do destino o qual está adicionada como complemento de AKUNLEYAN AYANMO é aquela parte do destino que nunca pode ser mudado. Por exemplo - pais, sexo, karma, etc. Mas Akunleyan e Akunlegbá podem ser melhorado enquanto Ayanmó não pode ser modificado . O destino ORÍ-APÉRÉ está escolhido no domínio de AJALÁ (divindade de Orí) APARI INÚ é de caráter individual, uma pessoa poderia chegar a terra com bom destino, mas, sem boa conduta; A maldade da cabeça espiritual interna danificará definitivamente o bom destino, o inverso também acontece. Porém o "destino" pode ser modificado, numa certa medida, quando certos segredos são conhecidos, dentro de um contexto e conhecimento da Teologia Yorubana. Contudo ORÍ é o mais importante entre as divindades. Na ordem de importância - o primeiro é Orí; o segundo é a mãe, e se ela tenha morrido, seu espírito; em terceiro lugar é o pai, e se tenha morrido, o seu espírito; em quarto lugar, IFÁ e a seguir, seu orixá e as outras divindades. (Por Gbolahn Okemuyiwa e Awo Ademola Fabunmi - traduzido por: Adélékè Àdìsá Ògún)Ser humano - somatória - O Criador, o procriador, procriadora e ser procriado. Para ser adivinhador, no sentido mais elevado é "SER DIVINO", provido de conhecimento e alguma coisa ainda mais misteriosa. Os dois sinais da divindade humana ou humanidade divinizada são: predições e milagres. Para ser um Profeta é ver ante mão os efeitos; os quais existem causas, ler a luz transcendental; fazer milagres é agir sobre agente universal e sujeitá-lo a nossa própria vontade" Eliphas Levi.

sábado, 17 de outubro de 2009

SER MÉDIUM!


SER MÉDIUM

A mediunidade é registro paranormal que se encontra ínsito na criatura humana, à semelhança da inteligência, da razão.
Todo indivíduo que, conscientemente ou não, capta a presença dos seres espirituais é portador de mediunidade, cabendo-lhe a tarefa de desdobrar os recursos parafísicos, através de conveniente educação, graças à qual se tornará instrumento responsável para o ministério superior a que a mesma se destina.
Inicialmente confundida com várias patologias, sejam de ordem mental ou orgânica a mediunidade fez-se meio de demonstrar o equívoco em que teimavam permanecer os adversários gratuitos ou os investigadores apressados.
Caracterizando uma função sempre presente no homem em todas as épocas, só a partir de Allan Kardec passou a receber estudo profundo e consideração, vindo, então, a ocupar o lugar que lhe é devido, como ponte para o intercâmbio entre os espíritos de ambos os lados da vida com aqueles que se encontram mergulhados na mesma faixa das percepções psíquicas no corpo físico.
Espontânea, surge em qualquer idade, posição social, denominação religiosas ou cepticismo no qual se encontre o indivíduo.
Normalmente chama a atenção pelos fenômenos insólitos de que se faz portadora, produzindo efeitos físicos e intelectuais, bem como manifestações na área visual, auditiva, apresentando-se com gama variada conforme as diversas expressões intelectuais, materiais e subjetivas que se exteriorizam no dia-dia de todos os seres humanos.
Direcionando a observação para as ocorrências inabituais que lhe sucedam, o médium descobre um imenso veio aurífero que, penetrado brinda-o com gemas de inapreciável qualidade.
Assim como o mergulhador educa a respiração a descer nas águas profundas onde espera encontrar ostras raras, portadoras de pérolas incomuns, o médium tem o dever de disciplinar a mente a fim de aprofundar-se no oceano íntimo e dali arrancar as preciosidades que se encontram engastadas na concha bivalve das aspirações morais e espirituais.
Às vezes, quando do aparecimento da mediunidade, surgem distúrbios vários, sejam na área orgânica, através de desequilíbrios e doenças, ou mediante inquietações emocionais e psiquiátricas, por debilidade da sua constituição fisiopsicológica.
Não é a mediunidade que gera o distúrbio no organismo, mas a ação fluídica dos espíritos que favorece a distonia ou não, de acordo com a qualidade que se reveste.
Por outro lado, quando a ação espiritual é salutar, uma aura de paz e de bem-estar envolve o medianeiro, auxiliando-o na preservação das forças que o nutrem e sustentam durante a existência física.
A educação ou desdobramento mediúnico objetiva ampliar o campo de realização paranormal, porquanto, através dos recursos próprios, tem a especial finalidade de instruir os homens, realizar a iluminação de consciências, facultar o ministério da caridade, pelas possibilidades que proporciona aos desencarnados em aflição de terem lenidos os sofrimentos, as mágoas, a ignorância.
A faculdade de ser médium, própria dos seres inteligentes, constitui um superior instrumento de serviços ao alcance de todos, dependendo de cada um atender-lhe a presença orgânica ou ignorá-la, apurando-lhe a sensibilidade ou perturbando-lhe o mister, deixando-a ao abandono, aí correndo riscos de ser utilizada por entidades perversas ou levianas que se encarregarão de perturbá-la, entorpecê-la ou torná-la meio de desequilíbrio para o próprio médium como para aqueles que o cercam.
Não é, portanto, o ser médium ou não, mas a conduta que este aplique que atrairá mentes que se irradiam no mesmo campo de vibrações especiais.
Swedenborg, ao perceber a presença da mediunidade, cientista e culto, cursou faculdade e dedicou-se ao seu exercício, brindando a humanidade com valioso patrimônio de sabedoria, esperança e paz.
Edgar Cayce, constatando a manifestação da mediúnica de que se tornou objeto, aplicou-se ao labor pertinente e auxiliou dezenas de milhares de pacientes que lhe buscaram o socorro..
Adolf Hitler, depois de freqüentar o Grupo Thule, de fenômenos mediúnicos, dirigido por Dietrich Eckhart, em Berlim, ensandeceu-se, e fascinado, acreditou-se a “mão da Providência”, tornando-se destruidor de milhões de vidas e responsável por males incontáveis, que ainda permanecem na Terra.
A mediunidade, em si mesma, não é boa nem má, antes, apresenta-se em caráter de neutralidade, ensejando ao homem utilizá-la conforme lhe aprouver, desse uso derivando os resultados que acompanharão o medianeiro até o momento final da sua etapa evolutiva no corpo.

ARUANDA!

ARUANDA
Estância do Astral Superior de onde se focalizam os elevados mentores do movimento umbandista do planeta, moradia da orbe da espiritualidade maior, localizada em outra dimensão fora da orbe terrestre, de beleza indescritível e de campo vibratório sereno, por causa das emanações de tranqüilidade e de paz espiritual provenientes dos habitantes. Suas paisagens, com suas matas verdejantes que emolduram os arredores, seus campos infindáveis em beleza natural, seu céu envolto por exuberantes astros que na crosta terrestre não podem ser vistos, bem como a dominante sensação de paz, tudo isso esta muito longe do entendimento comum. Uma das coisas mais magníficas existentes em Aruanda, é a aurora boreal que encanta na ilustre entrada da cidade, com vibrações azuladas como véus a balançar. De visível opulência indescritível, a cidade é protegida por extensa vegetação, com robustos pilares brancos talhados em mármore, tão belos como o da antiga Grécia, e que emolduram a entrada. Logo da entrada do portão dourado o piso de entrada da cidade é branco-marfim, com toques amarelados, parecidos com as conhecidas pedras de Cirino, encontram-se também chafarizes brancos, esculpidos em formas humanas ao estilo grego-romano da Antiguidade Clássica.
Seus habitantes são de diversas origens, a maioria apresenta-se com singelas vestimentas de cor branca e comprida até os pés, revestidas por bordas na forma de costura prateada que brilham fosforescentes.
Aruanda é um extenso território composto de diversas cidades, povos de civilizações como da extinta Atlântida, povos milenares e até mesmo alguns contemporâneos, animais domésticos e de toda a fauna, diversas moradias, templos, cachoeiras com exuberantes quedas d’água, savanas,... enfim por mais que se tente descrever, Aruanda é enormemente indescritível, tamanha a grandiosidade territorial e de beleza e paz. Aruanda é realmente o Paraíso Celestial e fazer parte dele é um mérito que somente espíritos de elevada evolução e pureza conseguem tornarem-se dignos dela.

DIVINO CRIADOR OLORUM!


DIVINO CRIADOR OLORUM

A unidade religiosa da Umbanda está em Olorum, o Divino Criador, Deus princípio de tudo. A palavra Olorum é de origem yorubá, é uma contração de Olodumaré ( Senhor do Destino ).
Olo significa senhor e Orum o além, o céu. Olorum é o Senhor
Do Céu, infinito em Si mesmo, onisciente, onipotente, onipresente, oniquerente e indivisível. Ele é em Si toda a criação e rege tudo no Universo. Deus é UM, sempre foi e sempre será, mas muitos são os nomes pelos quais Ele é conhecido. Os nomes usados por diferentes povos e religiões referem-se simplesmente aos diversos caminhos por meio dos quais Deus manifesta a Si mesmo na Criação, para cada povo com sua cultura específica.
Deus não tem um início; é princípio, meio e fim; é o Criador, o Gerador de tudo o que existe e está tanto na Sua criação como nas criaturas e nos seres que gera. Deus é vida, é o mistério , que anima e fornece os meios ideais para que nos multipliquemos em nossos filhos, que também trazem em si a capacidade de se reproduzir, pois são gerados em um meio vivo. Olorum Senhor Supremo do Destino, é infinito em tudo e também o é nas Suas Divindades, os Sagrados Orixás. Ele as gerou em Si e elas complementam-se umas às outras na sustentação da criação divina e na manutenção dos princípios que a regem, manifestando-se através dos sentidos da Fé, do Amor, do Conhecimento, da Justiça, da Lei, da Evolução e da Geração.
Os orixás são mistérios individualizados do Divino Criador, são Divindades, Tronos Sagrados distribuídos por toda Sua criação, são manifestações das qualidades divinas. Olorum é o todo e Suas Divindades são as partes formadas por esse todo
Cada divindade atua num campo só seu e em momento algum elas se chocam. Adorar as divindades significa adorar as qualidades de Deus. A magnitude, a grandeza infinita de Olorum, nos agracia e contempla com Suas divindades, pelas quais podemos perceber o quanto o Divino Criador é infinito em Si mesmo.
Portanto a Umbanda não é politeísta e os orixás não são deuses. Eles são divindades de Deus, são irradiações divinas que amparam os seres até que evoluam, desenvolvendo seus dons naturais , para alcançar seus fins em Deus. Deus se manifesta e se irradia em todos os níveis onde vivem os seres e as criaturas, através do Setenário Sagrado, os sete sentidos da vida, pelos quais fluem as essências divinas ( cristalina, mineral, vegetal, ígnea, aérea, telúrica e aquática ) que chegam até nós pelas vibrações mentais, sonoras, energéticas e magnéticas.
Olorum nos gerou em Seu íntimo e nos exteriorizou como Seus filhos humanos. Dotados com Sua programação genética humana, para que, através da nossa vivência, encontremos nossa forma pessoal de evolução e ascensão, pois só assim nos tornaremos em nós mesmos as Divindades humanas de Deus, o nosso Divino Criador.

Nós Vos louvamos e Vos agradecemos. Divino Criador Olorum !

Explanação sobre Pai Olorum e a doutrina

Olorum, nosso Deus, está muito acima de nossa compreensão. Ele é infinito em todos os sentidos e inefável, pois não pode se expressado ou explicado por palavras. Dar um nome a Deus é limitá-lo, pois um nome,por si só já é uma visão parcial. Aquele que transcende o entendimento comum está acima de adjetivos e nomenclaturas.
A Umbanda é uma religião espiritual, espiritualizadora e magística, cujo maior fundamento é a crença na existência de um Deus único, nosso Divino Criador, Olorum, o grande mistério. Olorum é o Criador do Universo, é o próprio princípio criador em eterno movimento. É o princípio de tudo e está em tudo o que criou.
Todas as religiões, mais ou menos elaboradas, apontam para um Criador Supremo e anterior às divindades criadas por Ele e distribuídas por toda a criação. Para nós, umbandistas, Olorum é Deus e é o princípio de tudo. Para as religiões judaica e cristã o nome de Deus é Iavé ou Jeová.
Olorum é, em Si mesmo, os princípios masculino e feminino indiferenciados porque Sua natureza divina é impenetrável, una, indivisível, indissociável. No ocidente, costumamos chamá-lo de Pai e Mãe ao mesmo tempo e muito mais.
Olorum, o Senhor do Destino, gerou em Si seus mistérios, individualizados nas divindades, os orixás, que são Tronos Sagrados distribuídos por toda sua Criação. Cada divindade é em si mesma a manifestação de uma qualidade divina, de aspecto de Deus e é , em si mesma, essa qualidade. Se em um nível da criação tudo é Uno e Olorum é a unidade original, após esse nível o que é uno começa a nos mostrar a dualidade macho-fêmea, ativo-passivo, irradiante-concentrador, positivo-negativo, etc.

Como exemplo da unidade de Olorum, individualizada nos seus orixás, temos:

- Oxalá, mistério da fé, qualidade congregadora, oniquerência de Olorum.
- Ogum, mistério da ordenação, a onipotência de Olorum.
- Oxossi, mistério do conhecimento, qualidade expansora, a oniciência de Olorum.
- Xangô, mistério da justiça, qualidade equilibradora de Olorum.
- Oxum, mistério do amor, qualidade conceptiva de Olorum
- Obá, mistério do conhecimento, qualidade concentradora de Olorum.
- Iansã, mistério da Lei, qualidade direcionadora de Olorum.
- Oxumaré, ( orixá masc.) mistério do amor, qualidade diluidora e renovadora de Olorum.
- Obaluaiê, mistério da evolução, qualidade evolucionista de Olorum.
- Omolu, mistério da vida, qualidade estabilizadora de Olorum.
- Iemanjá, mistério da vida, qualidade geradora criativista de Olorum.
- Nanã Buruquê, mistério da evolução qualidade racionalizadora de Olorum.
- Oyá Tempo, mistério da religiosidade, qualidade condutora de Olorum.
- Egunitá ( orixá feminino do fogo ), mistério da justiça, qualidade purificadora de Olorum.
- Guardião, qualidade vitalizadora de Olorum.
- Dama, qualidade estimuladora de Olorum.

Olorum está em todas as Suas divindades e em cada uma delas encontramos Sua presença e cada uma delas pode nos conduzir à Ele, pois cada orixá é uma via, um caminho, até o Divino Criador. Nós , umbandistas, devemos centrar nossa religiosidade, nossas preces, clamores e votos, nos sagrados orixás, assim como o cristão e o budista dirigem-se a Jesus ou a Buda. Não somos idólatras nem politeístas e não procedemos de forma diferente de outras religiões, pois cultuamos Deus Olorum.
Nossa origem e destino está em Deus, pois somos centelhas emanadas Dele. Em nossa jornada evolutiva desenvolvemos o instinto, a intuição, os sentidos, a consciência e o livre-arbítrio, para que retornemos a Ele de forma consciente. O poder de realização de Deus em nós, e por nós, também é ilimitado. O único limite é limite humano de cada um, que pode ser ampliado com sua evolução e ascensão. A nós compete, em nossa caminhada evolutiva, equilibrar essa herança divina e desenvolve-la, ampliando o poder de realização Divina em nossas vidas.
Não podemos penetrar na essência do Principío Criador, mas podemos senti-la pulsando em nós mesmos, por intermédio do verdadeiro amor ao Criador. Quem O ama de verdade, não O ofende com a ignorância a respeito de Sua natureza. Não importa como O cultuamos, mas importa realmente que O amemos e respeitemos como parte de Sua criação, do Seu todo.
Irmão umbandista, não se sinta inferiorizado porque o nome de seu Deus é Olorum. Ame-O com todo seu amor; cultue-O com toda a sua fé; louve-O com todo seu ardor; respeite-O com toda a sua reverência; ensine-O aos mais novos com todo o seu saber; manifeste-O no seu virtuosismo porque todas as virtudes derivam Dele.


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

30 DE SETEMBRO ABÊNÇÃO MEU PAI E MEU REI XANGÔ! AXÉ

XANGÔ, O ZEUS YORUBANO XANGÔ é o senhor da justiça e lançador de raios e meteoritos, tal como ZEUS ou JÚPITER. O símbolo a ele associado é o de dois martelos (os juizes na sociedade ocidental, também usam o martelo nas suas decisões, no tribunal), que mostram seu poder de determinar o que é certo e o que é errado e sua disposição inabalavelmente imparcial, visando, acima de tudo, a verdade. É uma figura sólida, tanto por esse papel como pelo elemento que a ele é associado: a pedra. Também a ele pertencem os raios, que, segundo as lendas, só atingem os que forem considerados por Xangô. Esta é a imagem a ele associada, onde se destacam também certa vaidade e elegância e uma grande consciência de si próprio. Seus filhos possuem a força magnética dos que sentem que têm poder sobre os outros – e geralmente alcançam o que querem. Suas cores, no candomblé são o vermelho e o branco e seu dia a quarta-feira. O Xangô umbandista tem suas cores no marrom e amarelo-ouro, bebe cerveja preta e tem sua morada e o seu altar na rocha, de preferência onde haja também uma cachoeira. Na astrologia, Xangô tem relação com o elemento FOGO ou com planetas e Casas desse elemento – Marte e Júpiter e o Sol e Casas I (Marte/Áries), Casa V (Sol-Leão) e Casa IX (Júpiter-Sagitário).XANGÔ é autoritário, o dono da última palavra (como são os jupiterianos, em geral), capaz de dar socos na mesa para dramatizar sua expressão e exibir força física e arrogância. É sensual, majestoso, sólido, líder, difícil de ser derrubado. Seu ponto fraco é o coração, o que nos levaria a relacioná-lo a JUPITER e SAGITÁRIO. Os filhos de XANGÔ são pessoas totalmente voltadas para a sexualidade e o egocentrismo. A parte negativa está na crueldade, injustiça, alienação, violência e orgulho desmedido, além da ambição cega. Assim como Zeus no Olimpo, o elemento de XANGÔ são as pedras, os raios; é o Senhor da Força e da Justiça. Por ser a força, XANGÔ é considerado dentro do OBÁ como rei XANGÔ rege, portanto, os signos de LEÃO e SAGITÁRIO. Autoritário, dominador, é um líder nato, um guerreiro difícil de ser derrotado, características dos nativos de Leão. Simboliza ainda a lei e a justiça, atributos de Júpiter. É sociável e aproveita o melhor da vida, o que o associa ao signo de Sagitário. Corresponde a Júpiter. Os dias do ano em que é festejado: 25 de janeiro (Dia de São Paulo Apóstolo), 29 de junho (Badé)=Dia de São Pedro);dia 19 de março (Alafin=Dia de São José);dia 24 de junho (Afonjá= São João) e é claro, o dia 30 de setembro(Agodô=São Jerônimo). São-lhe sacrificados: carneiro, galo, cágado (ajapá). Sua comida é um caruru especial (amalá). Atributos de Xangô: o machado duplo(oxê)e a pedra-do-raio (edun ará). De acordo com a nação, Xangô recebe os seguintes nomes: Xangô(nagôs), Sobô, sogbo (jejes), Badé, Quevioçô (fanti-ashanti), Vonucon (tapa), Abaçucá (agrôno), Zaze, Cambãranguange ou Kibuco (bantos). XANGÔ é associado ao deus grego ZEUS ou JÚPITER que, segundo dizem os poetas, é o pai dos deuses e dos homens, reinando no Olimpo, e com um movimento de sua cabeça, agitava o Universo. Após uma batalha para destronar seu pai, e auxiliado por seu irmão NETUNO e PLUTÃO, JÚPITER recebeu dos Ciclopes (Titãs encarcerados no Tártaro, por ordem de seu pai Saturno) o trovão, o relâmpago e o raio; um capacete foi dado a Plutão e a Netuno um tridente. Com essas armas, os três irmãos venceram Saturno, expulsaram-no do trono e da sociedade dos deuses. Depois do destronamento de Saturno, JÚPITER e seus irmãos repartiram os domínios daquele. A Júpiter coube a parte dos céus; a Netuno, o Oceano e a Plutão, os reinos da morte. A Terra e o Olimpo eram propriedades comum – Júpiter era o rei dos deuses e dos homens. O raio era sua arma e carregava um escudo chamado égide, feito para ele por Vulcano. A águia era sua ave favorita. Juno (Hera) foi sua esposa e era a rainha dos deuses. Íris, a deusa do arco-íris, era sua donzela e mensageira. O pavão real era seu pássaro favorito. Na astronomia, assim como vemos no estudo do Orixá XANGÔ, e no deus Zeus, Júpiter é o maior planeta, capaz até de projetar sombra na Terra. Segundo o mito, Júpiter é o pai Abraão, Brahma, Jeovah. O Sol é o poder espiritual e Júpiter é o pode temporal. Para os egípcios, era AMON, deus de Tebas, no Alto Egito. O deus invisível que animava todas as coisas e acompanhava as guerra imperiais; o intrépido e insensato, mas o corajoso. Os nomes Abraão e Brahma derivam do sânscrito e significam: luz. Na Índia era também Vishnu, o preservador. Para os gregos era ZEUS, o grande deus que reinava no Olimpo, a montanha sagrada. Carregava um raio em sua mão e era o Todo-Poderoso, o onipotente. Mas um deus acessível, com defeitos humanos como a luxuria, e o furor. Teve vários amores e filhos. Seus atributos também eram a chuva, as nuvens, os raios e os trovões. Presidia toda a família divina. SAGITÁRIO, signo regido pelo planeta Júpiter, mostra características de seus filhos, tão semelhantes as dos filhos de Xangô, com um temperamento ativo, expansivo e egocêntrico, são pessoas desprendidas, generosas, enérgicas e combativas; possuem um temperamento impulsivo, ambicionam posição e poder, além de serem caridosos com os infelizes e oprimidos.

Quem tem a proteção de Xangô sabe: não há nada nem ninguém que destrua um filho desse orixá. Podem até conseguir levá-lo ao fundo do abismo, mas depois de algum tempo ele renasce com mais vigor e volta a enfrentar o mundo de peito aberto. Sem medo. Essa é uma característica herdada do pai, Xangô,entidade mais forte do Candomblé brasileiro. São dele a força, o poder e acapacidade de fazer e desfazer todas as coisas. Mas ele não age sem uma boarazão: Xangô tem um senso de justiça muito acentuado. Exige exclusividade,mas nunca consegue resistir a uma aventurazinha. Segue os passos do pai,marido de muitas esposas, das quais as prediletas são a dengosa Oxum e aguerreira Iansã - esta, a parceira ideal, pois o acompanha a todas as frentes de batalha, luta sempre ao seu lado, ajudando-o a derrotar osinimigos. São essas as características que os filhos de Xangô exigem dos parceiros. Ousados e cheios de iniciativa, quando se apaixonam, fazem o impossível para conquistar o ser amado. São diretos, sem rodeios, vão logo ao que interessa. Atrevidísssimos, não descansam enquanto não conseguem o que querem. E adoram variar as relações amorosas. Xangô é o próprio Fogo, energia inesgotável, devastadora. Ninguém fica imune ou indiferente à sua passagem. Não há como ignorar a pompa e a altivez desse integrante da alta aristocracia africana que um dia, encurralado pelas lutas em torno do poder, acabou se suicidando em plena selva. Preferiu a morte aperder a dignidade. Além disso, Xangô nunca suportou disputas pelo poder.Tem consciência de que só ele possui as qualidades necessárias para exercê-lo com vigor e justiça. Porque não conhece o significado das palavras obediência, submissão e medo. Valente e protetor, ele foi rei de Oió, e fundou uma dinastia de heróis lutadores. Orixá da Justiça e do Fogo, Xangô é o quarto Alafin de Oió, eviveu em 1450 ªC., destacando-se pela sua valentia e liderança. Foi marido de Oxum, Obá e Oiá (Iansã).Ele é filho de Oranyian, e tem Yamasse como sua mãe. Castiga mentirosos,infratores e ladrões. Por isso a morte pelo raio é considerada infamante,assim como uma casa atingida por uma descarga elétrica é tida como marcada pela ira de Xangô. O xeré é um chocalho feito de cabaça alongada, que quando agitado lembra obarulho da chuva. Ele é um dos símbolos de Xangô. Garboso, Xangô é conhecido também como o "dono das mulheres", mas mesmo assim frequentemente seus filhos do sexo masculino terminam a vida solitários. Um dos mais populares Orixás do Novo Mundo (não somente no Brasil, mas também nas Antilhas), seu arquétipo pode ser resumido assim: pessoa voluntariosa, altiva, mas que não tolera ser contrariada. Geralmente,imbuída de um profundo sentido de justiça e sinceridade, sendo bem consciente de sua própria dignidade e valor. Natureza: pedreiras, meteoros, minérios, tempestades, raios e trovões. Metal: bronze Pedra: GranadaPerfumes: Drakkar, Yves pur Homme, Brut Colegne.Como usar: alternadamente, às quartas-feiras.Talismã: fio de miçangas vermelhas e brancas.Oferenda: papa de quiabo batida (ajobó), feita com as mãos, em azeite de dendê, oferecida em pedreira, de preferência numa quarta-feira.Dia: quarta-feira.Cor: vermelho vibrante.

O culto a cada orixá tem rituais específicos e complexos, mas você pode obter a ajuda desses deuses da natureza também por meio de simpatias como a que mostra , para livrar-se dos inimigos, homenageando Xangô:" Pegue uma folha de papel branco virgem e escreva nele o nome das pessoas que sintam inveja de você ou que não lhe fazem justiça. Em seguida, enrole o papel e coloque-o num copo com água e sal grosso, dizendo: "Xangô, que meus inimigos não me invejem, que a força deles seja quebrada e que eles de mim se esqueçam". Sete dias depois, pegue o papel, seque-o, queime-o e espalhe as cinzas ao vento."


PRECE A XANGÔ
Senhor de Oyó. Pai justiceiro e dos incautos. Protetor da fé e da harmonia. Kaô Cabecile do Trovão. Kaô Cabecile da Justiça. Kaô Cabecile, meu Pai Xangô. Morador no alto da pedreira. Dono de nossos destinos. Livrai-nos de todos os males. De todos os inimigos visíveis e invisíveis. Hoje e sempre, Kaô meu Pai. Yalorixá Katia D'Oxum

sexta-feira, 25 de setembro de 2009


SALVE SÃO COSME E DAMIÃO!

Cosme e Damião foram martirizados na Síria, porém é desconhecida a forma como morreram. Seu culto já estava estabilizado no Mediterrâneo no século V. Perseguidos por Diocleciano, foram trucidados e muitos fiéis transportaram seus corpos para Roma, onde foram sepultados no maior templo dedicado a eles, feito pelo Papa Félix IV (526-30), na Basílica no Fórum de Roma com as iniciais SS - Cosme e DamiãoDepois de mortos, apareceram materializados ajudando crianças que sofriam violências. Ao gêmeo Acta é atribuído o milagre da levitação e ao gêmeo Passio a tranqüilidade da aceitação do seu martírio. A partir do século V os milagres de cura atribuídos aos gêmeos fizeram com que passassem a ser considerados médicos, pois, quando em vida, exerciam a medicina na Síria, em Egéia e Ásia Menor, sem receber qualquer pagamento. Por isso, eram chamados de anargiros, ou seja, inimigos do dinheiro. Mais tarde, foram escolhidos patronos dos cirurgiões. Sempre confiantes em Deus, oravam e obtinham curas fantásticas. Também foram chamados de "santos pobres". Muitos esforços foram feitos para demonstrar que Cosme e Damião não existiram de fato, que eram apenas a versão cristã dos filhos gêmeos pagãos de Zeus. Isto não é verdade, embora haja evidências de que a superstição popular muitas vezes fez supor haver em seu culto uma adaptação do costume pagão. No Brasil, em 1530, a igreja de Iguaraçu, em Pernambuco, consagrou Cosme e Damião como padroeiros. No dia 27 de setembro, quando é realizada a festa aos santos gêmeos, as igrejas e os templos das religiões afro-brasileiras são enfeitadas com bandeirolas e alegres desenhos. No candomblé, são associados aos "ibejis", gêmeos amigos das crianças que teriam a capacidade de agilizar qualquer pedido que lhes fosse feito em troca de doces e guloseimas. O nome Cosme significa " o enfeitado" e Damião, "o popular".

sábado, 19 de setembro de 2009

SONHAR!

Sonho, a gente só se dá conta dele depois que acorda, depois ele acabou...E fica aquela vontade na gente de sonhar mais um pouquinho...Existem pessoas que são um sonho.Um sonho pelo qual a gente dormiria a a vida inteira. Mas o destino vem e nos acorda violentamente...E nos leva aquele sonho tão bom...Existem pessoas que são estrelas. Doces luzes, que enfeitam e iluminam as noites escuras de nossas vidas. Mas vem o amanhecer e nos rouba com toda a sua claridade aquela estrela tão linda...Existem pessoas que são flores. Belezas discretas que alegram o nosso caminho. Mas com o tempo, as flores murcham,e nos enchem de saudade de sua cor e de seu perfume...Existem, finalmente, as pessoas que são simplesmente amor.Um amor doce como o mel de uma flor...que desabrochou numa estrela e que veio até nós num lindo sonho!...E ainda bem que são amor,porque flores, estrelas ou sonhos, mais cedo ou mais tarde, terminam... mas o amor...O AMOR NÃO TERMINA NUNCA...

A IDADE PARA SER FELIZ!

Existe somente uma idade para a gente ser feliz,somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-las a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo, nem culpa de sentir prazer. Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida, a nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor. Tempo de entusiasmo e coragem em que todo o desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,e quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa. AGORA.

SER UMBANDISTA!


SER UMBANDISTA
Ser umbandista é ter consciência da grande responsabilidade em estudar e aprender,aprender e ensinar,ensinar e praticar com lealdade,a verdade dos ensinamentos e dos fundamentos da Umbanda Sagrada!!!

ORAÇÃO PARA OS ORIXÁS. Deus salve o Grito do grande Rei Xangô, que expulsa de nosso meio médiuns mentirosos e charlatões! Deus salve a Espada de Ogum, que corta de nossos caminhos os que alimentam o ódio e a inveja! Deus salve a Flecha de Oxossi, que mata o pássaro da maldade e da traição! Deus salve as Águas de Oxum, que lava nossos caminhos da mentira e da falsidade! Deus salve os Ventos de Iansã, que expulsa os que alimentam pensamentos de promiscuidade e infidelidade! Deus salve as Águas de Iemanjá, que lava nossos terreiros dos que alimentam a falta de amor e respeito ao próximo! Deus salve as Chuvas de Nanã, que trazem o peso da responsabilidade, afastando os ociosos e oportunistas! Deus salve o Cajado de Omulu, que expulsa as doenças do egoísmo e da desordem! Deus salve Nosso Pai Oxalá, salvaguardando nossa Umbanda daqueles que ainda não conhecem o verdadeiro sentido da caridade! DEUS SALVE A NOSSA UMBANDA! … e não desampare os que ainda se arrastam pelos caminhos da ignorância e da hipocrisia

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

sexta-feira, 11 de setembro de 2009


De Joelhos Sim !!! Dentro das várias ritualísticas que se desenvolvem nos terreiros de Umbanda, é comum vermos principalmente no início e término dos trabalhos espirituais o corpo mediúnico com os joelhos no chão. Alguns vêem esta postura como arcaica e sem sentido, porém nunca se deram ao trabalho de analisarem detidamente tal comportamento.É de conhecimento geral que as primeiras religiões do globo terrestre já inseriam a genuflexão em seus rituais, exteriorização de respeito junto ao Criador e também manifestação de humildade que todos devem ter, seja para com o Divino, seja para com o próximo. Da mesma forma, o ato de postar-se de joelhos fazia e faz ver aos fiéis que assistiam ou assistem uma manifestação de religiosidade, a seriedade, o respeito e a simplicidade do sacerdote e dos médiuns, frente ao plano espiritual superior. A implantação do ajoelhar-se tem como finalidades mostrar a Deus todo o nosso carinho, obediência, respeito e amor e o quanto somos pequeninos diante do universo criado por Ele; e para passar a assistência que aquele espaço de caridade tem a exata noção do papel que desempenha como instrumentos de trabalho dos bons espíritos. Infelizmente, é do conhecimento de todos que, ao lado de criaturas humildes, simples, meigas e caridosas que estão sempre dispostas a dar seu suor à Umbanda, existem outras tantas orgulhosas, vaidosas, “auto-suficientes”, que procuram a todo custo imporem-se aos demais, maximizando suas “qualidades” e minimizando as virtudes alheias.Ostentam falsas conquistas, querendo submeter todos a seus caprichos. Contudo, nada mais doloroso e incômodo para estas pessoas do que ficar em posição de subserviência, de aparente inferioridade.Tal postura lhes sangra a alma e lhes oprime o pétreo coração.Suas visões ofuscadas não conseguem enxergar que tal rito e para seu próprio bem, para sua própria libertação dos sentimentos mesquinhos e posterior elevação espiritual, pois auxilia na quebra da vaidade e da soberba.Alguns até podem dizer que ao postar-se de joelhos, o médium pode ter em mente pensamentos diametralmente opostos àquela posição. Mas aí meus irmãos é que termina a tarefa dos encarnados e inicia-se o processo de assepsia e lapidação dos arrogantes e vaidosos, levados a efeito pelos amigos de Aruanda, e assim, dando luz a estas pessoas e reconduzindo-as ao rebanho Divino.Joelhos ao chão sim !!!!Bater Cabeça. O médium deita-se de barriga pra baixo e toca com a testa no chão em frente ao Gongá, atabaques e Coluna Energética. Batemos cabeça para o Orixá da casa e para o guia chefe da casa.Na Umbanda, bate-se a cabeça no chão em sinal de respeito e obediência aos Orixás, pois simboliza que nossa cabeça, que nos comanda e nos rege, está se subordinando ao poder dos Orixás aos quais estamos reverenciando ao tocá-la no chão, sejam os Orixás do Zelador ou do Gongá. Em diversas culturas, sejam ocidentais ou orientais, baixar a cabeça perante alguém ou alguma coisa significa que estamos submissos e obedientes a esta pessoa ou coisa. No candomblé: Dobalé = cumprimento feito por filho de santo cujo orixá (principal) dono da cabeça é masculino. Deita-se de bruços no chão (ao comprido) e toca-se o solo com a parte da frente da cabeça (testa). Iká = cumprimento feito por filho de santo cujo orixá principal é feminino. Deita-se de bruços no chão, toca-se o solo com a cabeça e, simultaneamente com o lado direito e depois com o esquerdo do quadril no chão (na nação Keto, as mulheres não tocam o chão com o ventre).Paó ou 3 palmas lentas: O Paó (pronuncia = paô) é um gesto que serve como sinal de que se é preciso comunicar alguma coisa, mas não se pode falar. Isso ocorre muito no candomblé quando as iniciandas estão no roncó e não podem falar, daí batem com as palmas das mãos tentando dizer algo, se comunicar por algum motivo. É usado também como saudação para orixá, e é diferente de orixá para orixá.É uma palavra em yorubá que significa: “pa” = juntar uma coisa com outra; “o” = para cumprimentar. Essa palavra é uma contração de ìpatewó que significa aplauso. É um preceito do candomblé e normalmente não se usa na Umbanda. O paó bate-se 3 vezes assim:3 lentas + 7 vezes rápidasIntervalo3 lentas + 7 vezes rápidasIntervalo3 lentas + 7 vezes rápidas E depois a saudação, por exemplo:palmas paó_ “Laroye Exu …” – Utilizado para pedir permissão para entrar, saudar e pedir licença.Postado por FEDERAÇÃO MAGIA CIGANA às 20:29 0 comentários

domingo, 6 de setembro de 2009

SOMOS UM TEMPLO VIVO!

Somos um templo vivo Abrigamos Deus dentro de nós Com o passar dos tempos os dogmas e ditames de certos dirigentes que se dizem porta voz de Deus colaboraram para que a idéia da ligação perpétua com o divino se dissipasse nas trevas da ignorância... O papel da religião coerente é este, o do “religare” = religião, mas uma filosofia religiosa que liberte acima de tudo da ignorância do separatismo, do preconceito racial, da desigualdade social,que contribua para que o ser humano se ache lindo e maravilhoso, que tenha ciência que é um ser cheio de dinamismo e poder construtivo, que a vida é erótica, prazerosa e que a culpa nos traz a morte no astral. Esta é uma nova era, a era do descobrimento individual e da promoção do resgate da auto-estima em posse de um clã que visa corromper o homem em máculas...Do despertar da consciência submersa na ignorância promovida por manipulação de massas que é meramente uma lavagem cerebral. O processo iniciático tem como ápice o reconhecimento e a ciência de que a mesma energia criadora de todo o universo está, mais do que nunca, presente dentro de nós. Homem, antes de conhecer aos deuses e ao universo, conhece a ti mesmo. Olobá

OLODUNMARE O DEUS ÚNICO!

Na tradição Yorubá, Deus possui muitos nomes, sendo o mais antigo: Olodumare ou Edumare. A palavra Olodumare constitui contração de Ol'(Oni) odu mare (ma re), o que significa Ol'(Oni) = senhor de, parte principal,líder absoluto,chefe,autoridade;Odu=muito grande, recipiente profundo, muito extenso,pleno;Ma-re=aquele que permanece, aquele que sempre é; Mo are = aquele que tem autoridade absoluta sobre tudo o que há no céu e na terra e é incomparável; Mare =aquele que é absolutamente perfeito, o supremo em qualidades. Olorun, contração de Ol'= Senhor - Orun = céu, significando Senhor do Céu;Orise contração de Ori =cabeça -Se = origem, significando fonte da qual se originam os seres ou fonte de todos os seres;Olofin-Orun, contração de Olofin=Oei-orun=céu, significando Senhor do Céu; Olori, contração de Oni=Senhor-ori=cabeça,significando Senhor de tudo o que é vivo. São atributos do Ser Supremo:Único,Criador,Rei, Onipotente, Transcendente, Juiz e Eterno. É considerado Oyigiyigi Ota Aiku-a poderosa, durável, inalterável rocha que nunca morre. Não recebe cultos diretamente,porém sempre que uma divindade é cultuada a oração inicia por A se (axé):Possa Deus aceitar isso.
A COSMOLOGIA YORUBANA
No princípio dos tempos existiam dois mundos:o Orum, o espaço sagrado dos orixás, e o Aiyê, o espaço dos seres vivos. Os orixás são os santos do candomblé,representantes das forças da natureza, que têm ligação direta com os elementos água, fogo, terra e ar, e tudo o que está contido neles.No Aiyê,então,só existia água.Foi quando Olodumaré, Deus supremo dos iorubás,resolveu recriar o espaço para a humanidade.Para essa tarefa incumbiu seu filho primogênito, ORINXALÁ(o nome mais sagrado de Oxalá).Entregou-lhe um saco (apo iuá)contendo ingredientes especiais-a terra inicial,a galinha de cinco dedos,uma pomba e um camaleão.A terra deveria ser lançada sobre a imensidão das águas.A galinha de cinco dedos deveria ir ciscando a terra para alargá-la o mais que pudesse.A pomba, ao voar, orientaria a extensão da terra expandida.E o camaleão, atento à tudo, observaria a execução da tarefa atribuída a Orixanilá, para reportar os fatos à Olodumaré.Assim, com seu cajado (opaxorô) e o saco da criação (apo iuá)Orixanilá iniciou sua caminhada do Orum para o Aiyê,o planeta Terra habitado pelos seres vivos.Entretanto,no meio do caminho, sentiu-se cansado e com sede.Parou para descansar e bebeu um pouco de emu(vinho da palmeira do dendezeiro).A interrupção de sua jornada,por outro lado,era a oportunidade que seu irmão caçula, ODUDUA,precisava para competir perante os olhos de seu pai, Olodumaré,nessa tarefa de grande importância.Então enquanto Orixanilá dormia,Odudua pediu a seu pai que ele cumprisse tal tarefa, o que foi permitido. Olodumaré, por sua vez, lhe disse com autoridade: "Assuma a missão de criar a terra dos seres vivos",o que foi feito prontamente.Depois da galinha ciscar a terra,a pomba orientar a sua expansão e o camaleão verificar se a tarefa foi cumprida,no terceiro dia Odudua criou a terra firme,que passou a chamar-se ILÊ IFÉ (que no idioma iorubá significa ("terra que foi sendo ciscada").Criou ainda, do barro e da água, bonecos inanimados de todas as formas e de todas as cores esculpidas por suas mãos.Orixanilá mostrou-se, perante o pai, arrependido do seu ato de irresponsabilidade.E para que não se sentisse tão humilhado,Olodumaré resolveu, em um supremo ato de inspiração,dar a Orixanilá outra tarefa de tanta importância quanto a primeira,e ainda mais nobre: a de conceber a vida nos bonecos inanimados.E assim ele soprou nas narinas do boneco de barro, criando os seres humanos.Esse sopro da vida é chamado pelos iorubás de emi. Assim,Odudua é o criador de Ilê Ifé, primeira cidade do mundo para os iorubás.Orixanilá é o concessor da vida, aquele que dela dispõe, por ter criado os seres humanos.

ESTUDANDO O ORÁCULO DOS BÚZIOS!


Origem; Em todos os países do mundo numa época ou em outra surgiram e continuam a surgir formas de adivinhação algumas vezes chamadas de oráculos. O i-ching chinês é um oráculo assim como o tarot ocidental ou o jogo de búzios nigeriano. Enquanto o i-ching possui forte base pragmática, o tarot nos remete a conceitos mais românticos. Já o jogo de búzios é talvez o mais objetivo de todos. Imagina-se que este jogo esteja sempre ligado aos cultos afro, o que não é verdade. Isto se deve à forma como ele chegou ao Brasil trazido por sacerdotes yorubás no século XVIII. Na realidade, visto isoladamente, o jogo de búzios em pouco se difere de outros processos divinatórios. Ele é constituído de uma base onde se lançam pequenas conchas. Pela disposição destas conchas ou búzios, o olhador ou ledor, retira a resposta à pergunta formulada por ele mesmo ou por um consulente.
A LÓGICA DO JOGO
O grande humanista suíço C. G. Jung ao estudar os processos de adivinhação, desenvolveu a teoria da sincronicidade ou das coincidências significativas. Por esta teoria ao se tirar cartas, moedas ou em nosso caso, lançar búzios, tendo em mente uma certa questão, há uma interação entre a pessoa que faz o jogo, a formulação feita e a resposta que reside em algum ponto do espaço-tempo. Como tudo ocorre no mesmo instante o nome sincronicidade está bem aplicado.
A PRÁTICA
Uma forma bastante comum do jogo de búzios é a que utiliza uma peneira como base. Esta peneira estará coberta por um pano branco, em redor da peneira deverão ser colocadas as guias, que são colares de contas com as cores dos orixás, formando um círculo, em seu interior poderá conter outros objetos, que complementam a magia, moedas, pedras e outros amuletos que representam os orixás.Orixá mais que um deus ou semi-deus, é a representação simbólica ou arquetípica de forças da natureza. Possuem representação humana o que é natural para a maioria dos povos (veja o caso dos deuses gregos), seus erros e virtudes. O equivalente na astrologia seriam os planetas revestidos de seus signos naturais.Nesta peneira ou base equivalente, lançam-se 16 búzios, e ocasionalmente um extra chamado oxetuá (búzio de energia ou axé). Nos 16 búzios faz-se um furo nas "costas" de modo que ao ser lançado tenha igual chance de cairAberto (furo para cima) Fechado (boca da concha para cima). Como em qualquer oráculo pode-se fazer qualquer pergunta. O ingrediente que aciona a sincronicidade é a crença, fé ou que nome se queira dar. A qualidade da resposta é muito mais uma função de quem joga do que do jogo propriamente dito.Alguém disse que o erro não está na astrologia mas nos astrólogos. O mesmo se pode dizer do jogo de búzios. As melhores respostas são aquelas em que razão e intuição andam lado a lado. Os melhores adivinhos podem chegar a tal estado de perfeição que dispensam qualquer meio sejam eles cartas, moedas, mapas astrais
ou mesmo búzios.Naturalmente estes casos são muito raros. O normal é seguir as observações comprovadas ao longo de centenas de anos por estes magos.O processo aqui descrito se baseia em regras muito claras na prática diária do jogo. A propósito não se deve confundir o nome jogo com algum tipo de brinquedo. O jogo de búzios é sério e para funcionar corretamente é preciso que se o leve a sério.Não há absolutamente necessidade que o olhador ou o consulente pertençam a qualquer culto africano. É fundamental no entanto o respeito à força maior que orienta a "caída" dos búzios. Não há mágica, mas mistério. Não há superstição, mas crença. E esta fé neste poder superior é a mesma que move a ciência, a filosofia e a religião.
OS JOGOS DE BÚZIOS
Os jogos mais difundidos são :
a) - O jogo de Alafiá = 4 Búzios b) - O Jogo de Odú = 16 Búzios c) - O Jogo no Ketô = 16 Búzios d) - O Jogo de Angola = 21 Búzios
E é possível 4 tipos de jogadas :
1. Indica o orixá de cabeça ( guia espiritual ou se você preferir o signo do indivíduo ) dados da potencialidade pessoal. As suas qualidades e estilo ficam como que mais acessíveis. E nada impede que um homem tenha o estilo de um orixá dito feminino e vice-versa.
2. Responde às perguntas cujas respostas sejam do tipo sim/não/talvez. Búzio aberto ( na astrologia se diz que há um aspecto favorável ). No caso de cair com o búzio fechado (na astrologia aspectos desfavoráveis), estes elementos não se apresentam impossíveis mas são situações desafiadoras.
3. Oráculo para qualquer pergunta ou questão mais complexa.
4. O jogador pode lançar qualquer número de búzios numa jogada pessoal, já que há pessoas que usam 21 búzios.
A INTERPRETAÇÃO
A interpretação da "caída" dos búzios se fundamenta na quantidade de búzios abertos e fechados e na relação que existe entre este número e determinados orixás. Em certos casos como a opção 1 é considerado igualmente o dia da semana em que o consulente nasceu, exatamente como no ocidente o Domingo é dia do sol (sunday), Sábado de Saturno (saturday) etc., cada dia da semana é regido por um ou mais orixás, conforme abaixo: Segunda - Feira = Exu e Obaluaê. Terça - Feira = Nanã, Oxumaré, Ogum.Quarta - Feira = Xangô e Iansã.Quinta - Feira = Oxóssi e Logun-Edé. Sexta Feira = Oxalá.
Sábado = Iabás, Iemanjá, Oxum e Begês.Domingo = Olorum e todos os Orixás.
Cada jogada se encerra com um quadro de chaves interpretativas, que dão margem a interessantes combinações. Não é raro acontecer "coincidências" incríveis.Com o tempo e a prática você será capaz de intuir fatos que hoje seriam tidos como mágicos. É uma questão de pura dedicação. Inicialmente aproveite os quadros como se apresentam. Futuramente quem sabe você passe a utilizar seu próprio método.

OS ORIXÁS
Para facilitar o entendimento, adotaremos o jogo da Nação Ketô, com 16 Búzios A quantidade de búzios abertos e fechados que caem na peneira, indica qual orixá está respondendo a pergunta do consulente e qual a sua mensagem.
Somente isto seria suficiente para qualquer tipo de interpretação, bastando para tanto saber as características de cada orixá (os nomes podem diferir entre as diversas nações de origem embora os atributos sejam os mesmos ).Vejamos as caídas e as principais características arquetípicas dos orixás :
Os números à esquerda do "X", representam a quantidade de "búzios abertos" e à direita a quantidade de "búzios fechados" 0 X 16 = Caída neutra, deve ser repetida a jogada. 01 X 15 = EXÚ = Mensageiro neutro 02 X 14 = OBALUAE = Curioso, estudioso e preciso 3 X 13 = OGUM = Objetivo, prático e egoísta 4 X 12 = IEMANJÁ = Maternal, gentil e complacente 5 X 11 = OXUM = Bondoso, sensível e comunicativo 6 X 10 = EWÁ = Personalidade volúvel, confiante e temperamental 7 X 09 = OSSAIM = Cordial, diplomata e orgulhoso 8 X 08 = OXALÁ = Inteligente, sério, correto e lógico 9 X 07 = LOGUM = Sofisticado, culto e egocêntrico 10 X 06 = XANGÔ = Reservado, hábil e líder natural 11 X 05 = OXÓSSI = Jovial, romântico e imaturo 12 X 04 = IANSÃ = Extrovertido, franco e exótico 13 X 03 = NANÃ = Discreto, místico e cauteloso 14 X 02 = IBEJI = Infantil, volúvel, instável

BÚZIOS E ODÚS AFRICANOS

15 X 01 = OBÁ = Ingênuo, honesto e tolerante 16 X 0 = OXUMARÉ = Enigmático, inteligente e astucioso
O RITUAL
Os búzios deverão ter sido deixados no sereno, em noite de lua cheia, num preparado com ervas de colônia, Santa Luzia, Saião, Elevante, Fortuna, Orepê, Seiva de alfazema, Açúcar com Epó de Oxalá e Macaça. Pela manhã, antes do sol nascer, deverão ser lavados com as ervas em água corrente e mel e deixados em descanso por algumas horas antes do jogo. O olhador, deverá estar de roupa clara, descalço e com as guias de seus orixás. Não deve beber ou fumar antes e durante o jogo. Deverá então pedir licença para o orixá que rege o dia da semana para abrir o jogo saudando todos os orixás, começando por "Exú " e finalizando com "Oxalá". Pedir a iluminação de "Ifá" pronunciando a seguinte oração em yorubá:
" Aduduá, Dadá, Orumilá Babá mi Alari Ki Babá Olofumarê Babá mi Bakê Oshê Bara Lonan Kou Filé Babá mi Emim Lo Shirê Babá Ifá Bemim Mojubaré Ifá Orum Mojubaré Exú Mujibá ( Bater o pé tres vezes )Okê Oxé Ifá Agô Ogum ê Patacori,Jassy, Jassi "
Para se aprender a jogar Búzios não é necessário ser espírita ou frequentar candomblé, mas deverá ser iniciado nos "Segredos de Ifá", que não é mais uma divindade ou orixá, "Ifá" representa o nosso "Eu" Interior, o "ID" de "Freud". Então cultuar "Ifá" é cultuar a sí mesmo, isto é os nossos dons interiores, para encontrar o nosso bom "Iwá" (Destino). Porém sempre devemos pedir licença para "Exú", que é quem detém para sí os bons e os maus caminhos. Não pretendemos esgotar o assunto nesta página, que servirá apenas para dar uma idéia do que vem a ser o Jogo de Búzios. O objetivo também é dar conhecimento de um pouco da cultura esotérica Africana que é muito rica e pouco difundida. Somente o estudo dos Orixás, merece um capítulo à parte e sua mitologia é tão rica que não fica devendo nada à Mitologia Grega ou à qualquer outra cultura ocidental européia.Axé !!!
Yalorixá Katia D'Oxum
AXÉ OLORUM- O ONIPOTENTE, DEUS NO DIALETO AFRICANO, CRIOU OS QUATRO ELEMENTOS: TÉRRA, AGUA ,FOGO E AR ,DESTES FORAM GERADOS OS ELEMENTOS QUE GERARAM TODAS AS COISAS VIVAS SOBRE O PLANETA. FORAM ATRIBUIDOS A CADA UM DESTES ELEMENTOS. QUATRO SIGNOS INTERLIGADOS DO DESTINO.(TERRA) IROSÚN, EJÍLÀSEGBORA, ÌKÁ, ÌWÒRI ,ÒBÀRÀ, REPRESENTAM O CAMINHO DA TRANQUILIDADE E DA RIQUEZA.(AGUA) EJÌOKO, ÒSÁ, EJIOLOGBON E ÒSÉ REPRESENTAM O CAMINHO DA DÚVIDA AO TRIUNFO (AR) EJÌONÍLE, ÒFÚN, OGBÈOGÙNDÁ E ALÁFIA REPRESENTAM O CAMINHO DA INDECISÃO ATÉ A PAZ. (FOGO) ÒKÀNRÀN ,ÒDÍ, ÒWÓRÍN, ÉTÀÒGUNDÁ. REPRESENTAM O CAMINHO DA INSUBORDINAÇÃO ATÉ A GUERRA. (SIGNOS DE ÍFÁ) SÃO PRESSAGIOS, DESTINOS PREDESTINAÇÃO,OS ODÚS SÃO INTELIGÊNCIAS SIDERAIS QUE PARTICIPARAM DA CRIAÇÃO DO UNIVERSO. QUANDO NASCEMOS ,SOMOS REGIDOS POR UM ODÚ DE ORI (CABEÇA) QUE REPRESENTA NOSSO (EU) ASSIM COMO ODÚ DE DESTINO ,ESPIRITUAL,MATERIAL E OUTROS............O JOGO DE BÚZIOS É COMPOSTO POR 16 BÚZIOS, A CADA CAIDA REPRESENTA UM ODÚ PRINCIPAL (DESTINO E CAMINHO)DE UMA PESSOA. CADA ODÚ PRINCIPAL É COMPOSTO DE 16 OMO-ODÚS (ODÚS MENORES) POSSIBILITANDO ENTÃO 256 CAMINHOS DIFERENTES. ODÚS SÃO ELEMENTOS QUE FORMAM UM CAMINHO DE UM PESSOA OU O CAMINHO DE UM DETERMINADO ASSUNTO. ATRAVÉS DOS ODÚS É POSSIVEL REVERTER SITUAÇÕES ATRAVES DE EBÓS DE ODÚ ,POSSIBILITANDO A MUDANÇA DE UM CAMINHO + POSITIVO O JOGO DOS BÚZIOS NÃO É DIVINHAÇÃO É UM ORACULO QUE NOS APRESENTA UMA SITUAÇÃO E NOS POSSIBILITA A MUDAR-MOS.´(OS PRINCIPAIS ODÚS) (1) ÒKÀNRÀN : EXÚ,OYÁ, XANGÔ E ORANIAN (2) EJIOKO: IBEJI-OGUM-ÓLÓKUN (3) ÉTÁÓGÚNDA: OGUN, OBALUÃE, EXU E TODOS OS JAGUNS ( GUERREIROS) (4) ÍROSÚN: IEMANJÁ, XANGÔ, OGUM, ODÉ E EGUNGUN (5) ÓSÉ: OXUM, ORI, IEMANJÁ, LOGUN-EDÉ(6) ÓBÁRÁ: XANGÔ, ODÉ, LOGUM-ORÃ, ABIKU,OXALA ( FUNFUN) " todos orixás""(7) ÓDÍ: EXU ,ABIKU, OMOLU, OXUM APARÁ, OXALUFÁ (8) EJÍONÍLE: OSAGUIAN-OXA,ODÉ,OXUM " todos" ( JAGUNS) (9) ÓSÁ: ORÁ -AJÉ " IYAMIOSORONGA" EGUM-ONÉLE,OBALUÃE ( todas as iabas) (10) ÓFÚN: OSÁLUFÓN E TODOS OS ORIXÁS FUN FUN (11) OWÓNRÍN: ORÁ-EGUM AJÉ ( IYÁMIOSORONGA) EXÚ ,ABALUÃE (12) EJÍLÁSEGBORA: XANGÔ, IBEJI, OSSÃE (13) EJIOLOGBON: NANÃ, OBALUÃE, EGUN (14) ÌKÁ: OXUMARÉ, OSSÃE, EWÁ (15) OGBÈÒGÚNDA: OGUM. OBÁ, OXALÁ ( TODOS JAGUNS) (16) ÌRÈTÈ OU ALÁFÍA: ORUMILA E TODOS OS ORIXÁS ( FUN FUN)
Yalorixá Katia D'Oxum.
Mutumbá Axé
mensagem dos odús:, leve tudo isso em consideração ao ler as mensagens dos Orixás em cada um dos Odús.
1. OKANRAN MEJI Regente: Exú Elemento: Fogo
As pessoas com este Odú são inteligentes, versáteis e passionais, com enorme potencial para a magia. O seu temperamento explosivo faz com que raras vezes actuem com a razão. Têm sorte nos negócios. No amor, extremamente sedutoras, são muito inconstantes e mentem com facilidade. As mulheres têm como ponto vulnerável o útero.
2. EJIOKO MEJI Regente: Ogum com influências de Ibeji e de ObataláElemento: Ar
As pessoas com esse Odú são intuitivas, joviais, sinceras e honestas. Revelam grande combatividade, mas não sabem conviver com derrota. Apesar de volúveis no amor, são muito ciumentas. Devem controlar a obstinação e ter cuidado com a vesícula e com o fígado, que são os seus pontos vulneráveis.
3. ETAOGUNDÁ MEJI Regente: Obaluaiyê com influência de OgumElemento: Terra
As pessoas com este Odú, em geral, vêem seus esforços recompensados. Costumam vencer na política e conseguem obter grandes lucros nos negócios, particularmente nas actividades agrícolas, mas podem sofrer desilusões no amor e traições dos amigos. Emocionalmente inconstantes, são propensas a ter problemas espirituais e físicos, embora na maioria dos casos consigam recuperar-se com facilidade de qualquer doença. Os seus pontos vulneráveis são os rins, as pernas e os braços.
4. IROSSUN MEJI Regente: Oxóssi com influência de Xangô, Iemanjá, Iansã e Egun Elemento: Terra
As pessoas com este Odú são generosas, sinceras, sensíveis, intuitivas e místicas. Têm grande habilidade manual e podem alcançar sucesso na área de vendas. Entre os aspectos negativos estão a tendência a sofrer traições amorosas e a propensão a acidentes. Muitas vezes são vítimas de calúnias e da perseguição dos seus inimigos. Também precisam cuidar da alimentação, pois o seu ponto vulnerável é o estômago.
5. OXÊ MEJI Regente: Oxum com influências de Iemanjá e OmulúElemento: Água
As pessoas com este Odú têm mão de magia, força e protecção espirituais, religiosidade e uma inclinação especial para o misticismo e as ciências ocultas. São óptimos professores e destacam-se em qualquer actividade que exija liderança, mas precisam aprender a controlar a sua vaidade e seu egocentrismo. Outro aspecto negativo é a tendência de se vingarem quando estão com raiva. Seus pontos vulneráveis são o aparelho digestivo e o sistema hormonal.
6. OBARÁ MEJI Regente: Xangô com influências de Exú, Iansã, Oxóssi, Ossaim e Logun Edé Elemento: Fogo
As pessoas com este Odú têm grande protecção espiritual e costumam vencer pela força de vontade, especialmente em profissões relacionadas com a Justiça. Mas são com frequência vítimas de calúnias e não têm sorte no amor. Devem aprender a silenciar-se sobre os seus projectos e a determinar por onde começá-los. O seu ponto vulnerável é o sistema linfático.
7. ODI MEJI Regente: Obaluaiyê com influências de Exú, Oxalufã e Oxumaré Elemento: Terra
As pessoas com este Odú são ambiciosas e costumam ser bem sucedidas na sua profissão, mas a indecisão leva-as a não concluir muitos dos seus projectos. Quando a fé as impulsiona, porém, ultrapassam todas as barreiras. Sonham com o poder e adoram divertir-se, às vezes, provocam enormes confusões. Não têm sorte no amor. Os seus pontos vulneráveis são os rins, a coluna e as pernas.
8. EJONILÊ MEJI Regente: Oxaguiã com influências de Xangô, Oxum e Oxóssi Elemento: Ar
As pessoas com este Odú são dedicadas e honestas e levam uma vida quase sem sofrimentos. Mas estão sujeitas a acidentes graves. Amam com intensidade e têm amizades sinceras. Quando são repudiadas ou sofrem uma traição, podem-se tornar vingativas. Devem evitar o consumo de álcool e de carne vermelha e vestir-se de branco nas sextas-feiras. O seu ponto vulnerável é o sistema nervoso central.
9. OSSÁ MEJI Regente: Iemanjá com influências de Xangô, Ossaim, Oxóssi e Iansã Elemento: Água
As pessoas com este Odú são líderes natos, mas o seu autoritarismo cria-lhes sérios problemas, inclusive conjugais. O instinto protector e a religiosidade também as caracterizam. Os seus pontos vulneráveis são os conflitos psicológicos e, no caso das mulheres, os problemas ginecológicos.
10. OFUN MEJI Regente: Oxalufã com influências de Xangô e OxumElemento: Ar
As pessoas com este Odú são inteligentes, fiéis e honestas, capazes de dedicar atenção total ao seu amor. Têm amigos sinceros e elevada espiritualidade. Em contrapartida, mostram-se muito teimosas e tendem a sofrer perseguições e desilusões amorosas. Os seus pontos vulneráveis são o estômago e a pressão arterial.
11. OWRYN MEJI Regente: Iansã com influências de Exú, Ossaim e EgunElemento: Fogo
As pessoas com este Odú têm imaginação fértil, boa saúde e vida longa, mas as más influências e a falta de fé levam-nas a enfrentar dificuldades materiais e a só alcançar o sucesso depois de grandes sacrifícios. São muito volúveis no amor. As mulheres geralmente fracassam no primeiro casamento, mas acabam por encontrar a felicidade. Devem evitar a bebida e outros vícios. Os seus pontos vulneráveis são a garganta, o sistema reprodutor e o aparelho digestivo.
12. EJI-LAXEBARÁ Regente: Xangô com influências de Logun Edé e IemanjáElemento: Fogo
As pessoas com este Odú têm o dom de convencer os outros. Dotadas de grandes qualidades espirituais, são bondosas, justas e prestáveis, embora às vezes se mostrem arrogantes. Apaixonam-se com facilidade e são muito ciumentas. Devem evitar bebida e podem ter problemas judiciais ou relacionados à perda de bens. O seu ponto vulnerável é a circulação sanguínea.
13. EJIOLIGIBAN MEJI Regente: Nanã com influência de ObaluaiyêElemento: Terra
As pessoas com este Odú aceitam com resignação os sofrimentos físicos, emocionais e espirituais, conscientes de que todas as situações da vida são transitórias. Além disso, a sua profunda fé acaba por lhes assegurar vitória. Não têm muita sorte no amor. Dotadas de mão de cura, destacam-se nos serviços médicos e de assistência psicológica e nas terapias alternativas. Os seus pontos vulneráveis são o baço e o pâncreas.
14. IKÁ MEJI Regente: Oxumaré com influências de Ossaim e Nanã Elemento: Água
Belas e sensuais, as pessoas com este Odú têm aparência juvenil e forte poder de sedução. Vivem paixões arrebatadoras mas passageiras e estão sempre em busca de novos amores. Possuem talento para a magia e enorme força espiritual, que se manifesta através do olhar. Enriquecem com facilidade e destacam-se na vida profissional e social, mas são desconfiadas e propensas a ter conflitos psíquicos. Os seus pontos vulneráveis são as articulações que lhes podem causar problemas de locomoção.
15. OGBEOGUNDÁ MEJI Regente: Obá com influências de Ewá Elemento: Água
As pessoas com este Odú são valorosas, combativas e imparciais, mas costumam sofrer desilusões amorosas, o que acentua a sua a agressividade e o seu sentimento de rejeição. Têm saúde frágil: estão sujeitas a problemas nos olhos, ouvidos e pernas e a distúrbios do sistema neurovegetativo.
16. ALÁFIA ONAN Regente: Ifá Elemento: Ar
Calmas, racionais e espirituais, as pessoas com este Odú têm domínio sobre as suas paixões. São excelentes nas áreas de vendas e de artesanato, mas desistem facilmente dos seus projectos e perdem o interesse por aquilo que já conquistaram. Estão sujeitas a problemas cardiovasculares, psíquicos e de visão.